EPIs para o agronegócio: veja o que não pode faltar para a segurança dos agricultores

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O Brasil registrou, no período de um ano, entre 2012 e 2013, quase 5 milhões de acidentes de trabalho, conforme pesquisa do IBGE. O país ocupa ainda, segundo a Organização Mundial do Trabalho (OIT), o quarto lugar no ranking mundial de mortes neste quesito. No entanto, a quantidade de acidentes pode ser bem maior devido ao número de pessoas que trabalham por conta própria ou sem carteira assinada.

Entre os setores mais perigosos e que mais matam trabalhadores no mundo está a agricultura. A exploração agrícola abrange inúmeras atividades que vão desde a limpeza e preparo do solo ao plantio, manejo de cultura, colheita, beneficiamento, transporte e armazenamento, controle de pragas e doenças, tratamento das sementes e mudas, até a construção e manutenção de estradas, cercas, sistema de irrigação e drenagem entre outros. Para a realização desses serviços são necessárias diversas máquinas, ferramentas, produtos químicos e inflamáveis entre outros, que quando não corretamente manipulados podem causar acidentes ou comprometer a saúde do trabalhador rural. Os riscos são ainda maiores devido à crescente mecanização e automatização das atividades do campo, fazendo dos EPIs itens indispensáveis ao agronegócio.

O uso de Equipamentos de Proteção Individuais é obrigação e direito do trabalhador rural garantido pela Norma Regulamentadora 31- NR31 do Ministério do Trabalho e Emprego.

No entanto, esses equipamentos não devem ser considerados os únicos meios de prevenção de acidentes e doenças provenientes do trabalho. A educação e treinamento adequado devem vir sempre em primeiro lugar.

Veja abaixo quais são os Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) que não podem faltar no seu agronegócio.

Proteção de cabeça

 

São considerados proteção de cabeça chapéu de palha de abas largas e cor clara para proteção contra o sol, chuva e salpicos; capacete de segurança contra impactos originários de queda ou projeção de objetos e protetores de cabeça impermeáveis, com ou sem capuz, resistentes a produtos químicos.

Proteção de Olhos e de face

 

Protetores faciais são destinados à proteção do rosto e olhos contra lesões causadas pelo impacto de partículas, poeira, pólen, líquidos agressivos, produtos químicos, radiações luminosas intensas ou objetos pontiagudos e cortantes. São eles óculos de segurança, protetores faciais e máscaras.

Proteção Auditiva

 

Contra ruídos excessivos é recomendado o uso de protetor auricular e/ou abafador de ruído.

Proteção das Vias Respiratórias

 

A proteção das via respiratórias é necessária em atividades que impliquem produção de poeiras, névoas, fumos, gases, produtos químicos e vapores que possam ser prejudiciais à saúde do agricultor. Há disponível no mercado respiradores e máscaras respiratórias com filtros mecânicos, químico, e combinados (químicos e mecânicos), e ainda, máscaras que possibilitam o isolamento, autônomos ou de adução de ar, para locais de trabalho onde o teor de oxigênio (O2) tenha volume inferior a 18 por cento.

Proteção do tronco

 

Avental, blusão de couro, jaqueta e capa são os equipamentos apropriados para proteção nos trabalhos em que haja perigo de acidente provocado por origem térmica; mecânica; meteorológica e com produtos químicos.

Proteção dos Membros Superiores

 

Luvas e/ou mangas de proteção são necessários para proteger o agricultor contra materiais ou objetos abrasivos, que possam aranhar ou ferir a pele; produtos químicos tóxicos, alergênicos, corrosivos, cáusticos, solventes orgânicos e derivados de petróleo; materiais ou objetos aquecidos; choque em equipamentos elétricos; tratos com animais, suas vísceras e detritos e na possibilidade de transmissão de doenças decorrentes de produtos infecciosos ou parasitários e picadas de animais peçonhentos.

Proteção dos Membros Inferiores

 

Botas de PVC, botinas de couro e perneira são os EPIs apropriados para a proteção dos membros inferiores. Botas impermeáveis, resistentes e com estrias no solado são aconselhadas para trabalhos em terrenos úmidos, lamacentos, encharcados, com produtos químicos ou dejetos de animais, enquanto botas com biqueira reforçada, geralmente em couro, para trabalhos que envolva perigo de queda de materiais ou objetos cortantes, pesados e pisões de animais. As botas com cano longo ou botina com perneira são ideais para ambientes onde exista risco de ataque de animais peçonhentos. As perneiras são também indicadas para trabalhos que lidem com materiais ou objetos cortantes, escoriantes ou perfurantes. Para outras atividades do agronegócio não especificadas acima, recomenda-se calçados de couro.

E fique atento, para ser considerado um EPI, cada equipamento de proteção deve passar por avaliação e possuir Certificado de Aprovação (CA) emitido pelo Ministério do Trabalho. Não se esqueça também de verificar se possui selo de certificação do INMETRO.

Percebeu com é importante o uso dos Equipamentos de Proteção Pessoal no seu agronegócio? Tem alguma dúvida ou precisa de ajuda para escolher os equipamentos corretos para a segurança dos agricultores? Envie sua pergunta para a gente pelo espaço para comentários abaixo!

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